Page 40 - Boletim 2025 - ELF
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O inconsciente, a escrita borromeana
Uma palavra ainda, encore, não é
preciso reinventar nada. Eis o que
nos ensina a revelação do inconsciente.
J. Lacan
Não é preciso inventar, o inconsciente se manifesta. É preciso,
portanto, escrever; esse é o trabalho de uma análise. A amarração do nó
é interessada nesse trabalho: no cruzamento de duas consistências uma
terceira vem prender. Inconsciente e preconsciente – o enodamento crucial
do aparelho freudiano – escrevem a ex-sistência ao simbólico e ao real
no aparelho d’alíngua onde falar é tropeço, balbucio, quebra do gozo que
na palavra se escamoteia.
O inconsciente ainda, sempre que se saiba ouvescrever em uma
“amarração que poderia constituir o fenômeno inicial de uma topologia”?
Eduardo Vidal
Quinta-feira, 26 de março às 20h30.
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